Febre

A febre é inicialmente um mecanismo de defesa e alarme do organismo. Os microorganismos nocivos ao homem como vírus e bactérias, normalmente não se multiplicam tão bem em temperaturas acima de 38,5 graus centígrados. Assim, além de nos avisar de que há alguma coisa ocorrendo com o nosso organismo, a febre favorece o mecanismo de cura.

A grande preocupação é com as convulsões febris, assunto tratado mais extensivamente em outro texto, mas estatisticamente falando, apenas 1 em cada 10 crianças apresenta a convulsão febril, não necessariamente com temperaturas mais altas, e geralmente até os 5 anos de idade, deixando de ocorrer espontaneamente após essa idade.

Excluindo a convulsão febril, devemos nos preocupar com as febres? Sim, mas com algumas ressalvas que podem acalmar um pouco os pais: quanto de temperatura já pode ser considerado febre? Em teoria, acima de 37,8 é considerado como febre, mas sugiro ficar sempre atento ao estado geral da criança. Se a mesma apresenta 37,2 mas está muito amuada, hipoativa (“largada”), sem apetite, sugiro usar o antitérmico sem esperar que a febre aumente mais a temperatura. Ao contrário, se a criança apresenta 38,8 mas está brincando, feliz, ativa e comendo, não parece ser tão urgente fazer uso do antitérmico.

Assim, o estado geral da criança nos auxilia para saber se é caso mais leve ou mais grave, necessitando assim, de avaliação profissional ou não. Sempre foi orientado a aguardar 3 dias antes de levar ao pronto-socorro, mas opto por avaliar o estado geral da criança após ter tomado o antitérmico (aguardar 1:30h após o uso), para checar se essa necessidade é mais urgente.

Normalmente no 1º dia de febre, as temperaturas são mais altas, mais difíceis de cederem e retornam com facilidade, sendo assim, sugiro o uso de medicação homeopática ou dipirona nesses casos. Se a febre começa a retornar mais baixa e mais espaçada após 24-48 horas do início das febres, geralmente é sinal de que o quadro é mais leve, provavelmente viral e já se aproxima da melhora dos sintomas.